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Comunidade do Fátima recebe orientações sobre o Plano de Ação de Emergência (PAE) do Samae
Encontro reuniu cerca de 50 moradores e representantes de órgãos públicos na noite de quarta-feira (12/8)
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) apresentou, na quarta-feira (12/8), o Plano de Ação de Emergência (PAE) aos moradores do Fátima, área de influência da represa São Miguel, uma das estruturas que integram o Complexo Dal Bó. O encontro, realizado no Centro Comunitário do bairro, reuniu cerca de 50 moradores e teve como objetivo apresentar as medidas de prevenção e os procedimentos de segurança previstos para uma eventual situação de emergência envolvendo a barragem.
Participaram do encontro o coordenador da Defesa Civil, Armando da Silva; o representante da Secretaria da Habitação, Idair Moschen; e o presidente da Associação dos Moradores (Amob) Fátima, Jucemar Alves. A apresentação do Plano foi feita pela engenheira civil Maísa Trevisan Antunes e pela engenheira ambiental Janaína Ribeiro Velho, além do diretor-presidente do Samae, Edson da Rosa.
O PAE estabelece procedimentos de prevenção, comunicação e resposta para situações de emergência e atende às exigências previstas na legislação de segurança de barragens. A proposta do Samae é desenvolver e implantar o plano de forma integrada com as comunidades localizadas nas áreas de influência das estruturas.
Durante a apresentação, os moradores receberam informações sobre as Zonas de Autossalvamento (ZAS), sistemas de alerta, rotas de fuga, pontos de encontro e demais procedimentos previstos para uma eventual situação de emergência. O encontro também foi um espaço para esclarecimento de dúvidas e diálogo com a comunidade.
O diretor-presidente do Samae, Edson da Rosa, destacou a importância da participação dos moradores na construção de uma comunidade preparada e organizada. “É fundamental para que o Plano de Ação de Emergência funcione de forma eficiente. Queremos contar com a comunidade, inclusive com moradores que possam se voluntariar para auxiliar a Defesa Civil em uma eventual situação de emergência, contribuindo com a organização e a orientação das pessoas. Não se trata de criar pânico ou apavoramento, mas de estarmos preparados, sabermos como agir e ajudarmos uns aos outros. Uma comunidade organizada e consciente faz toda a diferença em um momento que exija uma resposta rápida”, destaca Edson da Rosa.
Para a engenheira civil do Samae, Maísa Trevisan Antunes, a participação da população é essencial para fortalecer a cultura de segurança. “A participação da comunidade é fundamental para fortalecer a cultura de segurança. Em uma eventual emergência, é importante que as pessoas saibam reconhecer os sinais de alerta, conheçam as rotas de fuga e saibam como proceder. Quanto mais preparada estiver a população, mais rápida e segura poderá ser a resposta”, afirma.
Segundo Maísa, o conhecimento dos procedimentos de emergência também contribui para fortalecer a integração entre os órgãos responsáveis e os moradores. “A integração entre a população inserida nas Zonas de Autossalvamento, o Samae e a Defesa Civil é essencial para que todos saibam suas responsabilidades e estejam preparados para atuar de forma coordenada”, complementa.
Primeira fase
A área de influência do Complexo Dal Bó foi escolhida para a primeira fase de implantação do PAE por abranger uma população superior a 8 mil pessoas. A iniciativa integra as ações permanentes do Samae voltadas à segurança das barragens e à preparação das comunidades que vivem no entorno dessas estruturas.
A implantação do plano prevê ações de orientação, comunicação e preparação junto à população. A intenção é ampliar o conhecimento dos moradores sobre os procedimentos de segurança e fortalecer a capacidade de resposta da comunidade e dos órgãos envolvidos em uma eventual situação de emergência.
O Samae reforça que o PAE é uma ferramenta de prevenção e preparação. A existência do plano não significa que exista uma situação de risco iminente, mas representa uma medida de segurança para organizar procedimentos, definir responsabilidades e orientar a população diante de uma eventual ocorrência.