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Chuvas recuperam parcialmente níveis das represas em Caxias do Sul
Índice pluviométrico aquém do esperado no primeiro semestre reduziu a reservação nas barragens
Quem costuma passar pela ponte sobre o Arroio
Faxinal, na Rota do Sol, observa um volume de água abaixo do normal. O que o
olhar atento percebe é resultado do baixo índice de chuvas do primeiro
semestre. A boa notícia é que a precipitação dos últimos dias permitiu uma
recuperação parcial do nível das quatro represas que abastecem a população de
Caxias do Sul.
O Faxinal, de onde sai a água para seis em cada 10
caxienses, chegou a estar 4 metros abaixo do nível em 22 de junho. Na medição
realizada em 6 de julho, a represa subiu um metro.
Já o lago do Marrecas, responsável por 26% do abastecimento,
atualmente está com 100% de sua capacidade, após ficar 1,34 metro abaixo do
nível em 22 de junho.
O nível na Maestra subiu de -2,75 metros para -1,80
no mesmo período. Já a represa São Miguel, onde é captada a água do Sistema Dal
Bó, passou de -2,56 para -1,8 metro.
A superintendente de Recursos Hídricos do Samae,
Janaina Ribeiro Velho, explica que as chuvas ficaram aquém do normal em cinco
dos seis primeiros meses de 2026. “O índice tem sido abaixo do esperado desde janeiro.
A partir do final de junho, com o aumento da precipitação, melhorou o nível das
represas”, resume Janaina.
O índice pluviométrico medido na Estação de
Tratamento de Água (ETA) do Parque da Imprensa foi de 608,25 milímetros no
acumulado de janeiro a junho. O esperado para esse período, conforme a média
histórica calculada pela Cemet/Fepagro considerando a média entre os anos 1976 e
2005, seria de 837 milímetros. O único mês em que choveu mais do que o normal
foi maio. O déficit hídrico é confirmado pelo Simagro-RS, o Sistema de
Monitoramento e Alertas Agroclimáticos do governo do Estado.
A situação das represas é monitorada de forma permanente e pode ser conferida no site da autarquia, com atualização diária. O Samae mantém uma campanha de conscientização pelo uso racional da água. “A preservação de recursos hídricos deve ser uma preocupação permanente, não apenas em momentos de estiagem”, destaca o diretor-presidente Edson da Rosa.