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domingo, 5 de setembro de 2010   

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Histórico



O SAMAE e sua história



O primeiro abastecimento público à população de Caxias do Sul aconteceu no início do século XX, durante a administração do Intendente José Penna de Moraes (1912-1924). Durante esta gestão foi construída a primeira represa da cidade. A pequena hidráulica, como era chamada, aproveitava quatro vertentes, situadas onde hoje se localiza o Parque Getulio Vargas, conhecido como Parque dos Macaquinhos.

As nascentes da pequena represa, no entanto, não eram suficientes. Afinal a cidade crescia significativamente e a indústria atraía centenas de pessoas dos municípios vizinhos. A falta de água potável tornava-se um problema grave e de urgente solução. A população da época contava com aproximadamente 6.000 habitantes.

O Intendente Penna de Moraes propôs, então, o início aos estudos que visavam o aproveitamento dos recursos hídricos do Arroio Dal Bó. A bacia oferecia um volume de 32 litros de água por segundo em período de seca. Nela estava a solução para o abastecimento de água de Caxias do Sul. Este sistema poderia abastecer duas vezes mais o número de habitantes.

Os estudos continuaram na administração de Celeste Gobbato (1924-1928). Os técnicos defendiam a idéia de ampliar o sistema Dal Bó com o aproveitamento, também, das águas do Arroio da Maestra, usando como argumento as estiagens e o aumento da densidade demográfica. O projeto foi concluído e em 1925 foi lançada a pedra fundamental para a construção da hidráulica Dr. Borges de Medeiros. Em novembro de 1928, iniciou a operação do Sistema Dal Bó, com a represa São Miguel e a ETA Borges de Medeiros.

Gobatto também investiu no início das obras de construção da Represa São Miguel. Seu sucessor Dante Marcucci (1935-1947) deu continuidade ao projeto, duplicou as comportas da represa São Miguel e construiu a represa São Pedro.

Durante a administração de Hermes Webber, entre 1952 e 1955 foi concluído o sistema Dal Bó, com a construção da represa São Paulo. A cidade continuou a crescer gradativamente e o Sistema Dal Bó tornou-se insuficiente. O problema da água era alarmante, as estiagens eram freqüentes devido ao aumento da população, demandava maior consumo de água.

Criou-se então o Departamento Municipal de Abastecimento Público com a finalidade de administrar melhor o saneamento da cidade. Em 1963, iniciaram os estudos que visavam o aproveitamento do manancial do Arroio da Maestra. O Departamento Municipal de Abastecimento Público tornou-se autônomo em 05 janeiro de 1966, originando o Samae, sigla de Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto.

A execução do projeto da Maestra, porém, se estendeu por diversas administrações. A Represa só foi concluída no ano de 1971. Neste mesmo ano os técnicos do SAMAE já previam a defasagem dos sistemas Dal Bó e Maestra, elegendo o Faxinal como obra prioritária.

 

 

 

No final dos anos 70, começaram os trabalhos no Sistema Faxinal, com a construção da ETA Parque da Imprensa e da barragem do Faxinal.

No início dos anos 80, a água do Faxinal começou a chegar à cidade. As obras continuaram com recursos próprios do Município ao longo de toda década. Em 23 de janeiro de 1983, o prefeito Mansueto de Castro Serafini Filho, inaugurou as duas barragens provisórias do Faxinal. 

 

 

 

Em 1992, a obra foi concluída, com a inauguração da Estação de Bombeamento de Água Bruta do Faxinal, que passou a ser tratada na ETA Parque da Imprensa.

 

 

 

 

ETA Parque da Imprensa

 

 

 

 

Na administração Victório Trez, o sistema de esgotamento sanitário da ETE Serrano foi concluído.

 

 

 

Na administração Pepe Vargas, foi construiída a ETE Dal Bó, modelo em todo o Estado, operando com os níveis primários, secundário e terciário.

 

 

 

A administração José Ivo Sartori iniciou a obra de rede de esgotamento sanitário tipo separador absoluto nos bairros São Ciro I e parte do São Ciro II, que se localizam dentro da bacia de captação do Complexo Dal Bó. Esta obra visa à implantação da rede coletora de esgotamento sanitário e sua ligação à Estação de Tratamento de Esgotos Dal Bó, para o tratamento dos efluentes sanitários coletados. A administração também está investindo nas trocas de redes das adutoras, substituindo trechos de redes antigas por tubulações novas. O serviço faz parte do programa de substituição de redes antigas e visa, também, possibilitar mais uma interligação entre os Sistemas Maestra e Faxinal facilitando a injeção de água do Sistema Faxinal para o Sistema Maestra, possibilitando a ativação das novas redes distribuidoras implantadas na área central da cidade por ocasião dos serviços de asfaltamento de diversas ruas centrais, ampliando a capacidade do reservatório da ETA Parque da Imprensa, entre outros projetos.

 

Com mais de 400 mil habitantes, e com significativo aumento populacional que o município vem sofrendo, tornou-se necessário aumentar a geração dos recursos hídricos. Pensando nisso, a Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do SAMAE precisou tirar do papel o projeto da década de 60 referente à Barragem do Marrecas. O novo sistema de abastecimento está sendo construído em Vila Seca e beneficiará cerca de 250 mil pessoas. O Marrecas será um manancial que aliviará as exigências dos sistemas atuais e garantirá o abastecimento por mais alguns anos. É um complexo sistema que envolve a construção de uma Barragem, Estação de Tratamento de Água, Adutora de Água Tratada e um Centro de Reservação de Chegada. O Sistema está previsto para ser entregue à comunidade em 2012. As obras estão orçadas em torno de R$ 150 milhões.

 

A Administração também está desenvolvendo um amplo plano de despoluição dos arroios que passam pela cidade. Um grande exemplo disso é o ambicioso Plano de Despoluição do Arroi Tega. Caxias está dando um passo concreto rumo à reintegração do Tega à paisagem urbana. A obra integra um conjunto de investimentos da ordem de 120 milhões destinados ao saneamento. O projeto vai beneficiar mais de 200 mil pessoas em 34 bairros. Também estão em implantação os Sistemas Pinhal, Belo, Pena Branca e Samuara. Ao final do trabalhos, a meta é tratar 86% do esgoto da população caxiense, superando o índice atual de 15%.

 

 

 


 

 
 
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